Domingo, 5 de Maio de 2013

Streetstyle | Coachella, the festival

Marco o meu regresso ao blogue com um post dedicado ao streetstyle
Em Abril, todas as atenções estiveram viradas para o Coachella, aquele festival de música ao qual todos querem ir. Uma vez por ano, durante três dias e em dois fins de semana, mais de 80 mil pessoas rumam até à cidade de Indio, na Califórnia, para ouvir alguns dos nomes mais sonantes da cena musical. Este ano passaram por lá Red Hot Chilli Peppers, Beach House, Local Natives, Sigur Rós, Ben Howard, The Wombats, Vampire Weekend, Blur, Two Door Cinema Club, Band of Horses, Alt-J, The XX, ... E a lista continua, ainda a enumeração não vai a meio. Alguns destes nomes virão mesmo a Portugal (yes!).

Mas mais do que um festival de música, o The Coachella Valley Music and Arts Festival é uma verdadeira meca de estilos. Com temperaturas que chegam a rondar os 40º C, é normal o dress code ser reduzido. Portanto, oremos aos calções curtos desfiados, aos umbigos à mostra, aos biquínis coloridos, às sandálias e aos chinelos, e aos óculos de sol de diferentes formatos. Oremos a tudo isto e brindemos à boa música e ao espírito festivaleiro. Smells like summer

Sexta-feira, 15 de Março de 2013

3 anos de Who Wants To Be Chic

Eu sou, oficialmente, a blogger mais distraída que alguma vez habitou a blogosfera. Conseguem imaginar o meu espanto quando me dei conta de que este meu espacinho já tinha completado três anos de existência? Okay, eu sabia que estava para breve, só não me lembrava ao certo da data. 

3 de Março de 2010. O dia em que tudo começou. Um dia que podia ter sido igual a tantos outros, não tivesse eu decidido criar aquele que viria a ser o meu blogue mais duradouro até à data. Hello, Who Wants To Be Chic! Quem diria que já se passaram três anos desde essa tarde irrelevante a meio de umas férias da Páscoa... O WWTBC nasceu assim, sem bases, sem pensamentos consolidados. Foi um fruto de uma tarde de tédio. Mas tem sido, até agora, um fruto delicioso. No ano passado escrevi um texto bonito (e na data certa!) sobre o significado do blogue para mim. Quando digo que gosto do que faço, é porque gosto mesmo. Criar este blogue foi talvez das decisões mais acertadas que já tomei. Sinto que faz todo o sentido.  E disse uma vez a Ana Zanatti, em entrevista para o Alta Definição: "Se faz sentido cá dentro, então não pode estar errado". Acima de tudo, sinto que é um retrato fiel da minha pessoa: tudo o que aqui consta me é próximo, desde as fotografias pessoais às opiniões sobre determinada colecção. 

Agradeço novamente às pessoas que me têm acompanhado desde o início. E às pessoas que chegaram já a meio da jornada. E também àquelas que descobriram o blogue recentemente - bem-vindas! Agradeço a todos os que me apoiam e aos que perdem tempo a ler aquilo que publico. It means a lot. Obrigada, hein!


Entretanto, também podem acompanhar o blogue através do facebook

Quarta-feira, 13 de Março de 2013

ModaLisboa TRUST - Dia 3

Marques' Almeida e V!tor abriram o último dia de desfiles, desta que foi a 40ª edição da ModaLisboa.


Esta colecção, que já havia sido apresentada na London Fashion Week, agrada-me. Apesar de não ser particularmente fã da estética de Marques' Almeida - baínhas descosidas, camadas de tecidos, looks inacabados - tenho vindo a apreciar o trabalho desenvolvido por esta dupla. Marta Marques e Paulo Almeida voltaram a inspirar-se nos anos 90 e no movimento grunge. Temos novamente a ganga como material principal, que, nesta colecção, foi conjugada com tecidos metalizados, seda e pêlo. 


Depois das coloridas e divertidas propostas de Verão, fiquei com uma grande expectativa para ver esta nova colecção de V!TOR. Não desgostei por completo, mas também não amei. Inspirados pelo misticismo, Vítor e Luísa Cativo criaram uma colecção em torno de divindades - o Grumpy Cat assume-se como um grande Deus, omipresente, atento a tudo e sem nunca largar aquela sua cara de "I'm not amused". A colecção fez-se de tons mais escuro e neutros - preto, branco, azul, cinza e rosa velho. Relativamente a materiais, as malhas, a lã e os jerseys ganharam protagonismo. 


Muito boa, esta colecção de Dino Alves. O designer já nos habitoou a desfiles memoráveis, e aquele que teve lugar no Domingo, no Terreiro do Paço, não foi excepção - antes mesmo de os manequins entrarem em cena com as criações de Outono/Inverno, um grupo de crianças desfilou pela passerelle, todas elas trazendo um livro na mão. Esta colecção, intitulada "Next Page", pretende contar uma história: a história de cada indivíduo, das suas atitudes e comportamentos. Gostei de tudo: da palete de cor neutra composta por preto, branco, beje, camel, azul pálido e bordeaux; do corte ora recto, ora fluído das peças; e da silhueta leve, longilínea e justa, cheia de plissados, pregas e algumas sobreposições de tecidos, criando o efeito de uma página sobre a outra. Também achei interessante e pertinente a inclusão de um estampado tipográfico.
Dino Alves mostrou que está pronto para virar a página - e eu, ansiosamente, aguardo pela sua próxima colecção. 


Vocês sabem que eu nutro um especial carinho por White Tent. Para além de gostar genuinamente das criações de Pedro Noronha-Feio e Evgenia Tabakova, identifico-me muito com a estética minimal e com a máxima do "less is (always) more".  Para a próxima temporada Outono/Inverno, a dupla apresentou uma colecção dentro dos padrões da marca: minimalista, com peças femininas que remetem para um estilo casual a pender para o sportswear. Em termos de materiais temos as malhas, o lurex e o crepe de seda.


Miguel Vieira, que comemorou nesta edição da ModaLisboa 25 anos de carreira, apresentou uma colecção de mulher, para a Mulher, com uma forte incidência nos metalizados e brilhos. O designer conseguiu, com sucesso, enaltecer as melhores qualidades da figura feminina, através de uma silhueta justa, ora curta, ora longa. Há aqui algumas peças realmente bonitas mas, no geral, esta colecção não conseguiu mexer comigo - gostei, bem mais, das suas propostas invernais do ano passado.


"Burro". É assim que se chama a mais recente colecção de Filipe Faísca, inspirada no burel. Esta deve o seu nome a uma palete de cores que o próprio designer descreve como sendo "cor de burro quando foge". Mas o que temos ao certo? Tons de bordeaux, preto, nude e verde ácido. Temos também peças oversized de estrutura minimal e cortes rectos. Aqui a descontracção, vinda das tais peças XL, dos óculos de ski e dos gorros largos, contrasta com a sensualidade das botas pretas e justas de cano alto.

O dia acabou com a apresentação da colecção "Icosaedro", de Nuno Gama - podem vê-la aqui.


photos: ModaLisboa official page


E foi isto. Acho que, no geral, foi uma óptima edição: gostei da grande maioria das colecções e também achei que a organização do evento esteve novamente à altura. Por agora acabou, mas em Outubro há mais! Bye, bye, ModaLisboa, see you in a few months!